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O exercício regular ajuda-o a melhorar os seus níveis de colesterol

Um dos aspetos fundamentais para manter uma saúde cardiovascular adequada é a prática habitual de exercício físico.

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  • AGO

Um estilo de vida inativo afeta os níveis de colesterol

A prática de desporto, pelo contrário, aumenta os níveis de lipoproteínas ou o chamado colesterol bom (HDL).

Como já insistimos em múltiplas ocasiões, a inatividade física é em si um fator de risco importante para a doença cardiovascular. Desse modo, um aspeto chave para manter a sua saúde cardiovascular é manter-se fisicamente ativo.

 

Uma dieta inadequada e um estilo de vida inativo facilitam a alteração do perfil lipídico do sangue. Desta forma, os níveis elevados das lipoproteínas de baixa densidade ou colesterol LDL (o mau) contribuem para a acumulação de placas de ateroma (juntamente com os triglicéridos) no interior das artérias, o que aumenta exponencialmente o risco de doença coronária. Existe uma clara relação direta entre níveis crónicos elevados de colesterol no sangue (denominado dislipemia) e a doença coronária. De facto, uma famosa meta-análise publicada na prestigiada revista científica Lancet e baseada nos resultados de vinte e seis estudos realizados com uma amostra total de 170.000 pessoas (Baiget et al., 2010) concluía que uma clara redução do LDL (o colesterol “mau” para a saúde) reduz a incidência de ataques do coração e episódios de isquemia coronária.

 

Por outro lado, aumentar os níveis das lipoproteínas de alta densidade ou o colesterol HDL (o bom), mediante um estilo de vida fisicamente ativo, ajuda a que essa placa não se acumule e a manter uma boa saúde cardiovascular.

 

Assim, noutro trabalho “clássico” de Pedersen e Saltin (2006), os autores identificam as evidências positivas disponíveis sobre o valor do exercício físico como elemento preventivo e terapêutico em sujeitos com níveis elevados de colesterol e classificam-nas em quatro áreas: patogénese da doença (potencial valor preventivo do exercício físico); sintomatologia específica associada (redução direta dos valores); aptidão física (capacidade do paciente); e impacto na sua qualidade de vida. As evidências positivas disponíveis hoje em dia são indiscutíveis (categoria de evidência de nível A) nas quatro áreas. Da mesma forma, um trabalho posterior (Aadahl et al., 2007) de três anos de acompanhamento de 1693 participantes de ambos os sexos, e idades compreendidas entre os 33 e 64 anos, demonstrou, por sua vez, que existe uma relação direta positiva entre um maior nível de atividade física regular e um nível elevado de HDL (colesterol “bom”), ao passo que essa relação é diretamente negativa no que diz respeito aos triglicéridos (quanto maior o nível de atividade física regular, menor serão os níveis de triglicéridos no sangue).  

 

Então, o que devemos fazer? Vá ao seu centro GO fit e solicite orientação e indicações ao seu treinador.

  • Idealmente, exercício diário (pelo menos 5 dias/semana), com trabalho aeróbico contínuo de moderado a intenso (desde 45 minutos a 70 a 85% FCmáx) e trabalho de força estrutural (de 75-85% de 1RM, 3 dias por semana, na parte inicial da sessão, seguido do trabalho aeróbico, com descanso de 48 horas entre sessões).

 

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