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O exercício regular protege-o contra a possibilidade de sofrer um ictus (ou AVC)

Chama-se ictus a perturbação repentina no fluxo sanguíneo cerebral que altera temporária ou permanentemente a função de uma determinada região do encéfalo.

  • 8
  • JUL

O desporto reduz os fatores de risco cardiovasculares

A prática habitual de exercício físico reduz os fatores de risco cardiovascular e é essencial na prevenção da ocorrência de um ictus.

Chama-se ictus a perturbação repentina no fluxo sanguíneo cerebral que altera temporária ou permanentemente a função de uma determinada região do encéfalo. O Grupo de Estudo das Doenças Vasculares Cerebrais da Sociedade Espanhola de Neurologia (SEN) recomenda a utilização deste termo para referir, de uma forma genérica, a isquemia cerebral e a hemorragia intracerebral.

Segundo dados publicados pela OMS sobre a mortalidade global ocasionada pelas doenças cardiovasculares, 32% das mortes foram devidas a ictus. Três quartos dos ictus afetam pacientes com mais de 65 anos de idade e, face às projeções populacionais, prevê-se um incremento da incidência e prevalência deste tipo de doença nos próximos anos.

Existe, hoje em dia, uma base de evidências sólidas sobre os efeitos positivos da prática regular de exercício físico na prevenção do ictus, fundamentalmente pelo seu efeito na redução do impacto negativo dos chamados fatores de risco cardiovascular. Desse modo, estudos observacionais têm identificado uma relação inversa entre o nível de atividade física e o risco de ictus, com recentes revisões de trabalhos científicos a quantificarem a redução do risco de ictus em pessoas fisicamente ativas na ordem dos 25-30%.

Naquelas pessoas cuja atividade laboral implica elevados níveis de atividade, a redução pode chegar aos 43%, em comparação com outras pessoas com trabalhos fundamentalmente sedentários. Por outro lado, aquelas pessoas que concentram a sua atividade física no seu tempo livre, também reduzem os seus níveis de risco até 20 e 25%, comparativamente com as pessoas cujo comportamento no seu tempo de lazer é inativo.

Embora sejam muitos os fatores envolvidos (melhoria do perfil lipídico, redução dos fatores pró-inflamatórios nos vasos sanguíneos, etc.), o principal responsável por este efeito benéfico do exercício na prevenção do ictus parece ser a redução da tensão arterial associada à prática, o que é uma notícia muito boa. Contudo, este efeito positivo depende do nível da prática de exercício, pelo que, se queremos contribuir para reduzir o risco de ictus de uma forma significativa, o nosso estilo de vida tem de integrar o exercício diário.

Publicado por:
  • GO fit LAB
  • Saúde
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