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A inatividade física reduz a qualidade de vida e a saúde

Uma redução drástica na quantidade e qualidade da atividade física diária acelera uma diminuição radical na força e massa musculares, afirma o Professor Alfonso Jiménez.

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O exercício aumenta a nossa capacidade funcional

O único tratamento eficaz e eficiente para manter uma boa qualidade de vida e a saúde das pessoas é o exercício físico.

O estado ou capacidade funcional refere-se à capacidadee/ou aptidão de uma pessoa para realizar as atividades do quotidiano. Este estado funcional depende de vários fatores, tais como: a densidade mineral óssea, a independência funcional (relacionada com a força muscular, a resistência muscular e a potência muscular) ou a flexibilidade. No caso das pessoas mais idosas, esta capacidade funcional influi diretamente na prevenção de quedas e/ou fraturas. Nos adultos, o maior impacto está na incapacidade temporária, que, em mais de 40%, está associada a transtornos músculo-esqueléticos.

Contudo, se nos concentrarmos sobretudo no efeito da idade, a investigação (e a experiência prática de cada um de nós, seformos suficientemente maduros) tem claramente demonstrado que, a partir da segunda ou terceira década de vida, a capacidade funcional dos sistemas neuromuscular, cardiovascular e respiratório do ser humano começa a diminuir de modo progressivo. Diversos estudos (entre eles os do Professor Mikel Izquierdo, da Universidad Pública de Navarra) já determinaram que as pessoas de 75 anos apresentam, em relação aos jovens de 20 anos, uma diminuição da resistência aeróbica (45%), da força de agarrar com as mãos (40%), da força das pernas (70%), da mobilidade articular (50%) e da coordenação neuromuscular (90%). A deterioração da função muscular que advém da idade é um dos principais fatores que influenciam a diminuição da capacidade das pessoas para levarem uma vida independente.

De facto, a perda de força muscular com a idade está associada a importantes fatores, entre os quais se destaca a perda de massa muscular (conhecida como sarcopenia) produzida por uma redução no número e/ou tamanho das fibras musculares, alterações na composição da própria fibra muscular, incluindo uma atrofia seletiva e/ou uma perda seletiva de fibras de contração rápida, e a perda de um tipo de neurónios motores e/ou unidades motoras, que começa de forma mais marcada quanto mais inativo for o indivíduo.

E aqui reside o grande problema: é que este declínio na força e massa musculares associado à idade está claramente relacionado com a inatividade prolongada e/oua presença de doenças crónicas, criando entre estes dois fatores um círculo vicioso em que a inatividade produz ou facilita a sarcopenia e esta reduz significativamente a capacidade para realizar as atividades do quotidiano, o que, por sua vez, prejudica a qualidade de vida.

É isto o que os investigadores definiram como o chamado “envelhecimento adquirido”, em que uma redução drástica na quantidadee qualidade da atividade física diária acelera esse processo degenerativo natural, que se explica fundamentalmente por uma diminuição radical na força e massa musculares. A interrupção deste ciclo é vital para a manutenção da qualidade de vida e saúde das pessoas, e o único tratamento eficaz e eficiente chama-se “EXERCÍCIO”.

 

 

Alfonso Jimenez

Prof. Alfonso Jiménez, PhD, CSCS, NSCA-CPT, FLF

Diretor de Investigação do GO fit LAB, é Catedrático de Exercício Físico e Saúde e Diretor do Centro de Investigação em Ciências Biológicas Aplicadas e do Exercício na Universidade de Coventry (Reino Unido), e Diretor da Comissão de Investigação e Divulgação da Fundação para a Vida Ativa e Saudável. Além disso, é Investigador Associado e Catedrático Visitante na Universidade de Victoria (Melbourne, Austrália).

http://www.coventry.ac.uk/research/research-directories/researchers/professor-alfonso-jimenez/

@Prof_AJimenez

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